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China: é hora de olhar?

20 de fevereiro, 2026 Por: Renato Eid - Sócio da Itaú Asset e Head de Estratégias Beta e Investimento Responsável no Itaú

Em sua mais recente coluna, Renato Eid fala como a China está redesenhando seu modelo de crescimento. Ainda dá para o investidor ignorar?

Se alguém dissesse há cinco anos que, em 2026, a China estaria discutindo dividendos, recompras e qualidade de crescimento, o que você teria dito? Talvez a reação fosse de ceticismo, mas fato que muita coisa mudou. Os ciclos econômicos têm essa característica de trazer aquilo que estava distante para a realidade.

A China passou por um ajuste importante ao longo dos últimos anos considerando campos como imobiliário, regulação e o próprio contexto internacional. Foi um período para ganhar maturidade em diversas frentes, ao mesmo tempo que conseguiu redirecionar investimentos para indústria, tecnologia e autonomia produtiva. Inteligência Artificial, semicondutores, robótica e energia limpa são alguns dos exemplos que lideram a transformação da economia chinesa. Dessa forma, podemos dizer que a economia fica menos dependente de expansão imobiliária e mais focada em produtividade.

Qual a importância para seus investimentos?

Isso elimina os riscos? Não. A pressão deflacionária ainda existe, o setor imobiliário ainda carece de atenção e o elemento geopolítico continua sendo variável importante. Mas é justamente essa combinação de risco com uma visão prospectiva que cria potencialmente assimetria.

Enquanto isso, o investidor precisa lembrar que diversificação não é apenas geográfica, é estrutural, dado o ambiente que vivemos. Ter exposição à China hoje significa acessar uma economia que está redesenhando seu modelo de crescimento e competindo diretamente em setores estratégicos globais. É também uma forma de reduzir dependência excessiva de um único eixo econômico.

O ponto central não é prever se a China vai “bombar” em 2026. É reconhecer que o mercado pode estar precificando, ainda, um cenário desconectado com o desenvolvimento desse ambiente de negócios. Vale lembrar que ciclos de reprecificação costumam começar quando poucos estão posicionados.

Para o investidor que deseja capturar essa oportunidade de forma eficiente e diversificada, existe o SILK11, o ETF da Itaú Asset que oferece exposição estruturada ao mercado acionário chinês. Em vez de escolher uma empresa específica, o investidor acessa um conjunto amplo de companhias alinhadas com essa transição econômica.

Em um mundo competitivo e de alta volatilidade, ignorar a China pode ser tão arriscado quanto superestimar seus problemas. Diversificar também é uma decisão estratégica.

Acesse o site ITNOW para saber mais sobre os ETFs da Itau Asset: www.itnow.com.br

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