Nesta edição de sua coluna, Renato Eid faz uma reflexão sobre a importância da resiliência em tempos de volatilidade
Se alguém dissesse no início de 2025 exatamente tudo o que iria acontecer no mundo sobre política, juros, inflação, conflitos e tecnologia você conseguiria acertar como os ativos iriam reagir? Muito provavelmente, não, e esse talvez tenha sido o maior aprendizado do ano.
O ano que passou foi mais um capítulo de um padrão que já conhecemos bem: muita volatilidade, muita manchete e respostas de mercado que nem sempre seguem a lógica mais intuitiva. Ativos que pareciam óbvios decepcionaram. Outros, improváveis, surpreenderam. E o caminho entre um ponto e outro foi tudo, menos linear.
Isso reforça uma verdade desconfortável para investidores: prever não é saber e direção combinada com progressão vale mais do que perfeição. Precisamos conviver com a incerteza sobre como o mercado vai reagir. E isso faz toda a diferença.
Quando analisamos as expectativas para 2026, o tom não muda e ainda se intensifica. Conforme a tabela abaixo, com o retorno de diversos ETFs, Fundos e índices, o ano começa com o mesmo pano de fundo de incerteza, mas com mais fontes potenciais de volatilidade.

Pesquisas recentes com investidores institucionais globais mostram que os principais riscos percebidos passam por temas bem conhecidos: valorações potencialmente elevadas em tecnologia, movimentos inesperados de bancos centrais, pressão nos juros, tensões no crédito privado, situações fiscais em economias e até o impacto real (e não mais teórico) da inteligência artificial sobre emprego e crescimento.
Ou seja: o cardápio de riscos está cheio e como aprendemos nos últimos anos, o mercado não escolhe um risco por vez, mas sim mistura todos eles .
Nesse ambiente, a tentação de agir o tempo todo cresce. A cada nova manchete, surge a sensação de que “agora é diferente”. Se a paciência sempre foi um mantra nos investimentos, em 2026 ela deixa de ser virtude e passa a ser requisito. Não como sinônimo de passividade, mas como estratégia e disciplina para manter a alocação mesmo quando o caminho incomoda. Aceitar que a volatilidade faz parte do processo e lembrar que tempo, e não precisão, é o principal aliado do retorno, também fazem toda a diferença. Assim, os ETFs são aliados relevantes nessa jornada, pois eles ajudam:
- Na diversificação eficiente, trazendo proteção contra eventos específicos;
- Na liquidez, gerando o conforto da disponibilidade;
- No acesso a diversas teses de investimentos e geografias de forma eficiente.
Conteúdo informativo obtido de fontes consideradas confiáveis, com base em conhecimento prévio, opiniões, dados e probabilidades e, portanto, sem caráter de recomendação de investimento. Na criação deste conteúdo, não são consideradas as características ou necessidades dos investidores ou grupos específicos. O íon não se responsabiliza por perdas, danos, custos, lucros cessantes ou opiniões expressas pelos editores dos conteúdos deste aplicativo e demais canais de comunicação, tampouco garante uma cobertura completa dos mercados e de todos os fatos ocorridos. O mercado de renda variável é considerado de alto risco, porque pode sofrer grandes oscilações causadas por alterações políticas e econômicas, entre outras. O mercado de Renda Fixa não é isento de riscos, que são representados, principalmente, pelos riscos de crédito do emissor, iliquidez e alterações político-econômicas, no Brasil ou exterior, dentre outros. Essa é uma comunicação geral sobre investimentos. Antes de contratar qualquer produto, confira sempre se é adequado ao seu perfil.


