Nosso time de Macroeconomia revisou estimativas para o cenário local. Confira todos os detalhes.
Câmbio mais apreciado, desinflação e juros mais baixos
Revisamos nossa projeção de taxa de câmbio para R$/US$ 5,40 em 2026 e R$/US$ 5,60 em 2027 (de 5,50 e 5,70, respectivamente). O cenário externo de maior apetite por ativos de risco tem beneficiado a moeda brasileira, mas o aumento esperado do prêmio de risco típico de períodos eleitorais ainda limita um cenário de apreciação mais significativa.
Mantivemos nossa estimativa de crescimento do PIB em 2025 em 2,3% e não alteramos as projeções para 2026 e 2027 em 1,9% e 1,7%, respectivamente. Para 2026, seguimos com viés de alta, diante da
possibilidade de adoção de medidas contracíclicas adicionais e de um desempenho potencialmente mais
robusto do crédito. No mercado de trabalho, também preservamos nossas estimativas para a taxa de
desemprego em 5,7% em 2026 e 6,0% em 2027.
Revisamos também a projeção de inflação medida pelo IPCA para 2026 para 3,8% (de 4,0%), refletindo
principalmente um câmbio mais apreciado e seus efeitos desinflacionários sobre os itens comercializáveis, em especial alimentos e bens industriais. O balanço de riscos segue assimétrico para baixo para o ano. Para 2027, reduzimos a projeção para 3,9% (de 4,0%), incorporando menor inércia inflacionária.
Com câmbio mais apreciado e revisões baixistas de inflação, alteramos a nossa projeção para a taxa Selic,
para 12,25% em 2026 (de 12,75%) e 11,25% em 2027 (de 11,75%). Ainda assim, mantemos a avaliação de
um ciclo de flexibilização contido, uma vez que a desinflação permanece concentrada em itens
comercializáveis (portanto mais dependentes da dinâmica cambial) e porque o mercado de trabalho segue resiliente, o que mantém risco de pressões inflacionárias.


